sexta-feira, 20 de maio de 2011

Chaves: Ame-as e não deixe-as

O risco de padecer por falta de usar a cabeça está em toda a parte e existem pequenos objetos que nos induzem ao cansaço com mais frequência. Chaves, carteiras e alguns documentos costumam ser ótimos exemplos disso.
Para ilustrar este tópico, contarei minha última saga.
Passei uma temporada trabalhando em Juquehy, no litoral norte de SP, e houve uma ocasião em que eu e minha namorada fomos para lá em dois carros, em datas diferentes, evidentemente.
Acontece que no domingo voltaríamos para São Paulo, sendo que eu teria que voltar a praia novamente na terça-feira. Em princípio, tudo parecia um plano simples, nada fora do padrão. Resolvi voltar para São Paulo com ela e simplesmente desceria a serra de ônibus para passar o resto da semana.
Tudo correu perfeitamente, subimos, passamos a segunda-feira juntos e na terça peguei o ônibus rumo ao litoral. Já na saída, tive aquela sensação de que alguma coisa me faltava, mas como nessas horas não conseguimos saber o que é, segui em frente.
Ao avistar a placa “Juquehy a 3 km” lembrei-me imediatamente que havia deixado as chaves da casa em cima da bancada no quarto dela. Esta parte é sensacional, pois a imagem que se desenha em nossas cabeças da chave repousando sobre a bancada é exatamente a que vimos em filmes, às vezes até em slow motion.
Esperto que sou, pensei na hora: “Basta achar um chaveiro”. E parti para a caminhada de 1,5km em busca do chaveiro, que me cobrou R$70,00 para abrir um portão e uma porta.
Quando a cabeça não pensa o corpo (e o bolso) padece (m).

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